Hipertensão Arterial Em Adultos: Parte 1.



1. As guidelinesde 2017 são, uma atualização das recomendações da JNC7, publicadas em 2003. Estas linhas de orientação incorporam novas informações de estudos sobre a hipertensão arterial, relacionadas ao risco Cardiovascular, a monitorização ambulatória da pressão arterial (MAPA), a monitorização domiciliar da pressão arterial (MDPA), aos limites para início do tratamento como fármacos anti-hipertensores, aos objetivos de tratamento e valores tensionais, e estratégias para melhorar o tratamento e o controlo da mesma. 


2. É fundamental que os profissionais de saúde sigam as recomendações para a aferição correta  da  A pressão arterial deve ser classificada em normal, alta, ou estádios hipertensão grau 1 ou 2, para prevenir e tratar a mesma. Pressão arterial normal é definida como valores <120/80 mmHg; Elevada entre 120- 129/<80; hipertensão grau entre 130-139/80-89 mmHg; E hipertensão de grau 2 ≥140/≥90 mmHg. É extremamente importante obter ≥2 valores da pressão arterial, em ≥2 ocasiões, para estimar os valores tensionais antes de rotular os indivíduos como hipertensos. Valores fora do consultório ou auto medição da pressão arterial são recomendados para confirmar o diagnóstico de hipertensão arterial e titular a medicação anti-hipertensora, associado a intervenções clínicas e aconselhamento por telemedicina. Para o efeito consideramos valores da pressão arterial os seguintes: consultório 140/90, MDPA 135/80, MAPA diurno 135/85, MAPA nocturno 120/70, MAPA 24h 130/80 mmHg. Em adultos não medicados valores de tensão arterial sistólica (TAS) >130 mas <160 mmHg, ou  tensão arterial diastólica (TAD) >80 mas <100 mmHg, Deve ser considerada e rastreada hipertensão da bata branca, através do MAPA diurno ou MDPA antes do diagnóstico de hipertensão. Em adultos com valores elevados no consultório (120-129/80-89), mas que não comprem critérios para hipertensão, considerar rastreio da hipertensão mascarada com MAPA ou MDPA.


3. Para um adulto de 45 anos sem hipertensão, o risco de desenvolver hipertensão em 40 anos é de 93% em negros (afrodescendentes), 92% em hispânicos,86% para caucasianos, e 84% para chineses adultos. Em 2010, a hipertensão era a primeira causa de morte e incapacidade-ajustada em anos de vida no mundo, e um grande fator de risco para eventos Cardiovasculares em mulheres e afrodescendentes quando comparado com caucasianos. Muitas vezes desprezados, os fatores de risco cardiovasculares aumentam num modelo log-linear; de TAS <115 mmHg a >180 mmHg,  e TAD <75 mmHg a >105 mmHg. O valor de 20 mmHg na TAS e 10 mmHg na TAD, estão cada um associados ao risco duplicado de morte por AVC, doença cardíaca, e outras doenças vasculares. Em

indivíduos com idade ≥30 anos, valores de TAS ou TAD aumentados, estão associados com o risco aumentado de doenças cardiovasculares como, angina, AVC, enfarte agudo do miocárdio (EAM), insuficiência cardíaca (IC), doença arterial periférica, e aneurisma da aorta abdominal. A TAS tem sido consistentemente associada ao aumento do risco Cardiovascular ah pois ajuste para, ou dentro do

escalão da, TAS; o mesmo não é verdade para TAD. 


4. É importante rastrear e tratar outros fatores de risco Cardiovasculares em adultos com

hipertensão: tabagismo, diabetes, dislipidemia, excesso de peso, sedentarismo, dieta não

saudável, stresspsico-social, e apneia do sono. Está estes básicos para hipertensão primária incluem glicemia em jejum, hemograma completo, lipidograma, função tiroidea, urina sumária, eletrocardiograma, ácido úrico, relação albumina-creatinina.


5. O rastreio da hipertensão secundária é necessário, em casos de hipertensão de novo e de difícil controlo em adultos incluindo fármaco-resistência (≥3 fármacos), instalação súbita, idade inferior a 30 anos, lesões de órgãos alvos (doença cérebro vascular, retinopatia, hipertrofia ventricular esquerda, IC com fração de ejeção preservada,  IC com fração de ejeção reduzida,  doença arterial coronária (DAC), doença renal crónica (DRC), doença arterial periférica, albuminúria, or ou a instalação de hipertensão diastólica em idosos na presença de hipocaliemia não provocada. O rastreio inclui testar para DRC, doença renovascular, aldosteronismo primário, apneia do sono, hipertensão induzida por

fármacos (anti-inflamatorios não-esteroides, esteroides/anabolizantes, descongestionantes nasais, cafeína, inibidores da monoamina-oxidase). Quando manifestações clínicas mais especificas estão presentes, está indicado...


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Adaptação: Hilaryano Ferreira

Fonte: 2017 High Blood Pressure Clinical Practice Guideline, Whelton et al.

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